Aqui vou contar as
histórias engraçadas e doidjas que acontecem no meu
dia-a-dia...

Caso 1: A
noite que ganhamos no Bingo(9/jan/03)
Caso 2: A viagem doida pro Rio de
Janeiro(21/fev/03)
Caso
3: O desfile do carnaval da Rosas de Ouro(28/fev/03)
Caso
4: O amante do Cerrado(19/abr/03)
Caso
5: Quinta-feira(19/jun/03)

Caso
5: Quinta-feira(19/jun/03)
Era uma
simples quinta-feira, feriadão prolongado, saímos cedo de São
Paulo rumo a Minas Gerais, no caminho já recebo telefonemas
informando que teríamos trilha e churrasco, por qual dos dois
optar, não sabia, então decidi praticar um exercício e na
seqüência me esbaldava no churrascão.
A fome já batia, o meu companheiro no carro, Sovo,
queria parar em qualquer local na estrada(idôneo ou não??)
para alimentar-se, no outro carro os temidos Zé Pequeno e
Laranjão(este já conhecido devido a suas peripécias já
narradas outrora) queriam desesperadamente jogar algo pra
dentro do estômago que já roncava em tons graves, mas eu com
argumentos convincentes gritadas através da janela do carro
em alta velocidade(dentro da lei) na Fernão “Buraco”
Dias.
Depois de pouco mais de 2 horas e alguns minutos
adentramos na tão querida Borda da Mata, e, logo já fomos
para minha casa deixar nossas bagagens. Lá chegando, demos
uma arrumada nas tranqueiras, eu e Sovo já nos aprontamos com
nossa fantasia “Homem-motocross”, ligamos as motocas e
fomos nos encontrar com o resto do pessoal que estava nos
esperando pra trilha. E os dois fanfarrões(Zé Pequeno e
Laranja) se dirigiram para o churrasco(o 2° Barbecue da Funaça)...
Muitas
lama, poeira, mato, trilhas, subidas, tombos, e, depois de
umas três horas voltamos pra casa, banho rápido,
nos aprontamos e fomos pro tal evento. Lá chegando,
percebemos que estávamos um pouco fora do clima da festa, ou
seja, o fermentado de cevada era distribuído livremente, além
disso, inventaram uma caiprinha de vodka que também rolava
solto na festinha, logo, a grande maioria dos presentes já
estavam num grau bom de embriaguez, e eu e o Sovo de banho
tomado, cabelo molhado, perfumados e totalmente sóbrios.
Tudo
bem, combinamos que logo depois de dois sanduíches de picanha
com vinagrete(na faixa também) também entraríamos no clima
da festa. Estamos lá comendo felizes e contentes quando
chegam os temidos Zé Pequeno e Laranjão completamente de
pileque fazendo o maior “auê” com a gente, puxando a
orelha, jogando farofa em cima da gente, ou seja tumultuando
total. Terminamos nossos 1,5 sanduíches(a outra metade caiu
no chão e foram comidos pelos fanfarrões) e nos dirigimos
para bar.
Lá chegando, já pedimos uma cerveja e um copo de
caipirinha, o Sovo quis inventar e pediu só vodka com um
pouquinho de soda limonada, nisso já ficamos sabendo que os
dois doidões haviam comprado um tal de CV, ou melhor haviam
comprado três, mas um deles já havia terminado e o outro o
Laranjão deixou cair inteiro e espatifou no chão. Viradas
seguidas de caipirinha(eu) e vodka praticamente pura(Sovo) e já
começamos a conseguir conversar com os diversos amigos que
estavam ali por perto.
Depois que o som ficou legal, as meninas ficaram bem
mais bonitas, resolvemos ir provar um pouco do tal do CV, os
quatro. Ohhh man, quantas risadas, quantas bobeiras, e já
voltamos ao recinto onde estava tocando uma banda(amigos
nossos também). Distraído com conversas e fotos com a txurma,
quando de repente me viro de lado e vejo o sapeca Laranjão
beijando uma ruiva de verde; ok, só uma namoradinha, mas
depois do gesto o tal se vira pra gente e eu vejo a cena: uma
ruiva esquisitassa cheia de espinhas, cara de bêbada,
piercing na sombrancelha e o bêbado feliz e sorridente.
Nisso que o Laranja saiu pela festa se achando no
carnaval de Salvador lascando beijos, mordidelas e piscadinha
pra algumas garotas a festa, o Zé “Little One” Pequeno já
começa a conversar com diversas ninfetas(seu “target”
preferido), e quando é recusado com um educado não, acaba
agredindo verbalmente algumas moçoilas, mas depois de uma
repressão árdua de minha parte ela começa a pegar mais de
leve.
Distração minha e me perco dos três, ok, a bixiga
apertou e resolvo ir até o toalete mais próximo, no caminho
vejo os fanfarrões(agora com o Sovo também no clima deles)
num canto desfrutando do tal perfume, entrei na onda também.
Já felizes, todos resolvem ir ao banheiro, o Zé “Smal
Ville” Pequeno entra numa das cabines dizendo que esta tendo
um desagrado intestinal, nisso o Larnaja enlouquecido tenta
adentrar no cubículo saltando a porta, ele consegue, mas no
mesmo momento o Zé abre a porta e os dois se espatifam no chão
do pequeno espaço; eu e o Sovo não nos agüentávamos de
tanta risada.
Necessidades realizadas, exceto o Zé “chuteira
amarela” Pequeno que até esqueceu do piriri, estamos saindo
do banheiro quando o Small incorpora o Daniel Sam e começa a
golpear uma portinhola com chutes e pontapés(acompanhados de
gritos de karatê); o “Orange guy” também entra na onda(já
que o garoto é blabla de Dam de Saequeudô), eu, desesperado,
começo a gritar pros dois pararem com aquele absurso, mas em
vão, pois nem me ouvem, quando parto pra cima deles pra
acabar com aquilo, pahhhh, a porta racha no meio, e eles saem
de lá as pressas, nós também, claro.
Não satisfeitos que haviam quebrado a porta, eles
ainda pulam em cima de um bicicleta que estava num canto próximo
ao estacionamento. Depois de acalmarem um pouco eu converso
com eles, e me garantem que vão parar com aquilo tudo, mas não
é que o Laranja me saca aquela coisa cinza-preta e começa a
urinar ali no meio mesmo, aviso que um carro estava chegando e
ele me aponta o negócio pro carro e começa a balança-lo. Não
perdoei a cena, peguei minha câmera, e, click, saquei uma
foto da cena.
Fui pra perto do bar pra conferir o final do show da
bandinha que estava tocando, e os três ficaram por lá, mais
tarde fiquei sabendo que eles voltaram ao banheiro pra urinar
de novo, e que começaram a golpear o espelho com voadoras, e
que este nunca quebrava, então Sovo perguntou se eles queriam
quebrar o espelho, e os enfurecidos disseram que
sim(continuando a golpeá-lo), então o meticuloso Sovo foi até
o espelho, soltou o barbante que o prendia e pah, o espelho se
estatelou no chão.
O
churrasco já estava próximo do fim, e algumas pessoas já
tinham ido embora, até deixei eles um pouco de lado e fui
conversar com um pessoal que estava mais tranqüilo, conversa
vai, conversa vem, e, me aparece o Sovo com um saco de “pão
francês” e começa a fazer guerrinha com eles. Logo já são
advertidos pelo segurança e por mim, já que não há graça
em brincadeiras com comida(afinal, muitas pessoas passam fome
nesse mundo). Depois do “sabão” eles desanimam um pouco,
“Orange one” descobre que perdeu seu estimado óculos de
sol, e, até que enfim, resolvem ir embora pra comer um
lanche(depois fiquei sabendo que comeram dois cada um), eu
fico mais um pouco e depois vou pra casa tomar um banho porque
teria Rodeio numa cidade vizinha.
Banho tomado, o fogo já tinha passado, o Laranja me
drruba o perfume dele novinho no quarto(com estilhaçoes de
vidro pra todo lado e cheiro fortíssimo por toda parte). Então
lá fomos nós, todos no “caminhão” pra Inconfidentes, e,
o frio já começava a mostrar que ia aparecer a noite.
Chegando na festa, o Laranja já me adianta que estava um
homem de poucas palavras naquela noite e que estava querendo
aprontar, já me preparei porque sabia que algo iria
acontecer.
Quando já estava dentro da festa e me dirigia pra um
barraca pra comprar mais um esquenta(vodka com soda), encontro
com minha tia perguntando se eu tinha pego a minha prima,
disse que não e que não havia falado com ela, providencio um
celular e descubro que ela estava em Borda da Mata e que tinha
me ligado a tarde toda pra pedir uma carona, fiquei com dó e
disse pra ela se aprontar que em 20 minutos eu estaria lá(ela
já estava de pijama na cama pois já era 1 da manhã). E lá
fui eu de volta pra Borda da Mata, mas antes disso tive que
chavecar o segurança pra que eu pudesse voltar(por sorte
tenho minhas influências por lá e o cara me conhecia).
Cheguei em BM(fui devagar na estrada pois ainda estava
de pileque), peguei a minha prima na casa dela e já voltei
pra Inconfa, passando o Posto de Guarda, já num lugar escuro,
vejo dois sujeitos caminhando pela estrada pedindo carona;
parei um pouco a frente e acendi a luz de ré pra ver quem
era, minha prima ficou com medo e pediu pra eu ir embora,
esperei um pouco e vi que um dos sujeitos parecia um amigo
meu, aliás, era o Vedita, que esta morando no Paraná e que não
via a algum tempo.
Foi a maior festa, encontrar o Vedita no meio da
estrada e aquela hora, quando que de repente, surge um ser
pulando do meio do mato e gritando. Ohhh man, era o JC, que
esta morando no Paraná também, e que não via fazia mais de
seis meses!! Que incrível foi encontrar os dois no meio da
estrada, viemos conversando muito até chegar a festa, nem
imaginava na hora que o “Naranja” visse os dois.
Logo na entrada(digo, portaria), o JC já começou a
dançar com uma senhora um tanto quanto esquisita(como esse
garoto gosta das desprovidas de beleza externa!), eu e o Guga
não nos agüentávamos de tanto rir. E lá fomos nós pra
dentro da arena, já que estava começando o show, e, logo de
cara, encontramos o Laranja; foi aquela festa, beijos, declarações
de amor, etc.
Show acabado, um pouco mais de álcool na caxola, o
frio realmente apareceu, e lá fomos pras barracas anter de
irmos para o “Bailão”, nesse meio tempo eu já avisto o
Laranjasso saindo com sua temida Kriptonita, ,e antes de mais
nada já pede a chave do veículo, então nem preciso dar
maiores explicações. Um pouco mais a frente encontro Zé
“Minimundo” Pequeno e Sovo quase congelados, e, dizendo
que queriam ir embora, digo pra aguardar um pouco já que a
Laranjada tah rolando solta no carro.
Vamos todos pra dentro do ginásio e nos divertimos
mais um bocado com as peripécias de JC Jones em busca das
baianinhas perdidas, e com Vedita também incorporando o
estilo guerreiro de ser. Zé e Sovo já não estavam se
divertindo, e já havia passado um tempo, então eles me dizem
que vão pro carro pra me esperar. Fiquei mais um tempo no
baile com os dois, apenas me divertindo com as anedotas de JC.
Mas o pior não foi presenciado por mim, mas por Zé
“Penedinho” Pequeno e o malvado Sovo, eles estavam indo em
direção ao carro, quase com todas as partes do corpo em fusão(congelando),
quando avistam o veículo chacoalhando, mas devido as baixas
temperaturas eles resolvem entrar no automóvel; ao lado do
vidro avistam dois corpos totalmente desnudos e batem pra
poder entrar, Laranja os enrola um pouco(afinal sua amada
precisava vestir-se), mas enfim eles conseguem entrar na parte
traseira do veículo, parte também conhecida como
“chiqueirinho”.
Os dois então tentam de alguma maneira se aquecer e
tentar dormir pra esquecer o frio que tinham passado, mas não,
o malvado Laranja aguardava mais uma para os pobres e porque não
congelados fanfarrões; um som familiar de mascar chiclete ou
chupar bala é ouvido, ohhh não, era leite de canudinho,
microfone, cantoria ou demais definições que eu não me
lembro agora; percebendo que estava sendo desmascarado,
Laranja aumenta o som do carro de modo a diminuir tão
desagradável sensação, e os indefesos heróis ouvindo tudo.
Resolvemos ir embora do baile, eu, Vedita e JC(afinal a banda
já tinha parado de tocar), e nos caminho vamos fazendo o
maior auê, quando estava chegando ao local onde havia
estacionado, percebo que o veículo não estava mais lá, o
desespero bate, mas daí percebo que ele esta parado detrás
de uma casa dentro de um ex-rio.
Por egoísmo e falta de amizade os sujeitos não deixam
nós adentrarmos no caminhão preto, então tudo bem,
aceitamos voltar na caçamba, mas imploramos que eles nos
emprestem as jaquetas, Laranja fornece a dele a Vedita, Sovo
para JC, e o malvado e egoísta Zé “mentirinha” Pequeno
se nega a emprestar pra mim, então pego a minúscula e
feminina jaqueta jeans de pequena Kriptonita; a volta foi
tenebrosa de frio e voltamos abraçados pra nos aquecer(isso
sim é companheirismo).
Chegamos em BM, deixamos os paranaenses no hotel, K em
casa, e entro pro carro pra chegar em casa, nisso, o Zé
“egoísta” Pequeno pergunta aonde fica o hospital pois ele
acha que esta muito doente, digo que não existe hospital, e
que é pra ele ir direto pro cemitério. Já providencio um
edredon para aquecer o congelado Sovo, outro pro Laranja,
outro pra mim, e, deixo o Zé dormindo ao relento. Aqui se
faz, aqui se paga.
Saldo do
dia:
R$10 pra
entrar no churrasco da Funaça(na hora, antecipado era R$8)
R$8 de ingresso pra entrar no Rodeio(com desconto de
carteirinha do ano passado)
R$13 de bebidas no recinto(cervejas e vodkas)
R$80 pra pagar o espelho e a porta(isso porque o Laranja é
contra violência)
R$170 pra comprar um perfume novo(igual ao que o Naranja
perdeu)
R$540 pra comprar um óculos novo(igual ao que o Orange
perdeu)
Fazer amô
no carro, e receber uma contoria com seu amigos vendo – não
tem preço.
*Esta é
uma obra de ficção, qualquer semelhança de nome e fatos com
a realidade é uma mera coincidência.

Caso 4: O
amante do Cerrado(19/abr/03)
Era um
feriado de Páscoa como outro qualquer em Borda da Mata(sempre
lotado e com vários eventos), todos fomos para lá animados,
na sexta iria ter a tradicional Festa Brega no Cumpadi, então
levamos trajes específicos para tal. A tarde foi tranquila
com voltinha de bike e cachoeira, a noite tomamos banho logo e
começamos nosso esquenta com chopp no bar lá de casa, e
chopp vai, chopp vem, a descontração aumentou ainda mais no
ambiente, todos trajados num terno laranja fluo extremamente
discreto, quando de repente chega nosso amigo Zé e nos
comunica que a festa foi cancelada pela promotora.
Tristeza
total no salão, mas na mesma hora demos a volta por cima e
voltamos com a animação, um barrilzinho de chopp foi pro
espaço, e com ele finalizado resolvemos ir para o CLRBM onde
teria uma "brincadeira" pra preencher o espaço
vazio deixado pela festa; àquela hora nem nos preocupamos e
decidimos que iríamos nos mesmos trajes em forma de protesto.
Chegando ao clube foi aquele espanto com comentários de
todos: "Ih, eles não sabiam que a festa tinha sido
cancelada...", idéia errada de todos, estávamos felizes
e contentes nos trajes alaranjados...
A noite
foi bem divertida, muitas cervejas foram tomadas, muito
bate-papo com os amigos, diversão, e um amigo laranja em
especial envolveu-se com uma loira até aquele momento
desconhecida de todos nós. Mas o mais engraçado foi ver toda
a conquista e charme(caras, bocas e sorrisos) feitos pelo
nosso amigo para conquistar tal mulher. Parecia lua-de-mel com
amassos e beijos ardentes em pleno salão social, parecia que
o mundo havia parado para ambos, era amor a primeira vista,
paixão louca e desenfreada.
Ok, a
noite acabou, eu fui comer um lanche, a Biscuit também,
Digão foi pra casa e nosso amigo laranja de beijos e mais
beijos em plena praça Nossa Senhora do Carmo(aquela mesmo que
eu muitas vezes madruguei batendo papo com os amigos em
férias de inverno, e, como não dizer, me deliciei nos
primeiros beijos da adolescência). E por ali ficaram os dois
pombinhos apaixonados até o dia amanhecer, ele foi leva-la
pra casa, mais beijos de despedida, juras de amor e o "laranjão"
volta pra praça, confiante que teria uma noite agradável de
sono no famoso Minas Hotel.
Mas aí
que nosso pequeno herói se enganava, neste percurso curto
entre a casa da menina e tal pensão agradável, ele encontrou
com seu arqui-inimigo José em seu veículo vinho, e este não
estava sozinho, estava acompanhado de sua amiga e de um antigo
romance de nosso herói(digamos a sua Kriptonita). O vilão
José chamou "Laranjão" para dentro, que era apenas
para acompanhar as moças até a residência, e nosso ingênuo
colega adentrou ao veículo.
Algumas
voltas pela ruas gélidas e escuras da cidade quando pararam
próximos a minha casa, mais precisamente no final da rua,
onde os namorados costumam estacionar seus carros e apreciar o
luar e o amor. José, o malvado pediu para que "Laranjão"
e Kriptonita saíssem do carro, que ele iria apenas levar sua
amiga embora e já voltava para busca-los. Quanta inocência,
nosso amigo desceu perdido, perguntando aonde estava(já que
este havia consumido um bocado de cerveja e chopp durante a
noite, e, estava com os reflexos um pouco comprometidos), de
antemão foi esclarecido que estava próximo da residência
dos Silveira(eu, beto, no caso).
Não
resistindo a tentação e caprichos de Kriptonita, "Laranjão"
se aproximou dela e daí começaram mais beijos ardentes e
toque provocantes; quando perceberam jah estava desnudos em
plena alvorada mineira, mas não se importaram e começaram
ali mesmo, no meio da rua, um ato muito bonito e prazeroso(que
todos conhecem ou devem conhecer imediatamente), mas como não
havia local apropriado, eles alojaram-se num monte de areia em
frente a uma construção.
Estavam
ambos compenetrados(ou melhor, penetrados) naquele amor
enlouquecido, quando nosso herói percebeu que um veículo
automotor estava dirigindo-se em sua direção, tomado pelo
medo, ele saiu correndo pelado pela rua e jogou-se dentro de
um buraco da construção(diga-se de passagem que era o buraco
aonde estava sendo feito o esgoto). Não se importou com a
pobre garota que foi vista pelo vilão José(o condutor do
veículo) como veio ao mundo.
O
constrangimento passou, os dois pombinhos decidiram adentrar a
construção e finalizar o que haviam começado, e sol
levanta, bunda rala na areia, e txulep, txulups, os dois
curtindo a manhã de amor, quando de repente são abordados,
por ninguém mais, ninguém menos, que o Selvagem do Bigode!!
Ahhhh!! Os dois saem em disparada, pegam o que restou de suas
roupas espalhadas pela rua, vestem-se e resolvem ir embora,
logo, claro, beijos de despedida e juras de amor...
Mas,
desta vez, nosso herói não foi tão bondoso e adentrou a
minha residência(a esta hora da manhã eu estava no quinto
sono) e deixou a pobre moçoila solitária pelas ruas de Borda
voltar sozinha os 3 kms e imensa ladeira para sua casa.
Na tarde seguinte, eu acordando de ressaca da noite anterior
quando vejo no quarto ao lado algo laranja!! Sim, era nosso
amigo totalmente acabado. Bagunças pra acordar, como de
costume, churumelas e ele nos contou o ocorrido, e depois a
tarde com mais outros detalhes revelados por José e por
outros amigos que também o viram, adotamos o singelo apelido,
ou melhor dizendo, codinome secreto, a nosso amigo de "O
Amante do Cerrado"!!
Caso 3: O
desfile do carnaval da Rosas de Ouro(28/fev/03)
Bom, compramos a fantasia da
Rosas a uns 15 dias atrás(eu, Biscuit, JJ, Digão, Zézinho e
Robertinho), mais uma txurma grande se animou e acabou
comprando tb, então seria bem legal, quase toda a ala seria
de amigos. Passei no mercado e comprei cerva e petiscos pro
esquenta, marquei do pessoal chegar lá em casa as 21hs(o
Fabinho ligou cancelando pq iria direto pro sambódromo). O
Digão e o Zézinho chegaram por volta das 22hs, e lá ficamos
esquentando e conversando, e nada do Robertinho chegar...
Depois de muito atraso ligamos pra ele e combinamos de nos
encontrar na Braz Leme.
Chegamos na Braz
por volta das 23:30, e só qdo chegamos lá que percebemos que
havíamos esquecido a roupa de baixo da fantasia do
Robertinho, e lá voltaram pra pegar em casa, e continuamos o
esquenta, agora com vodka, e não mais cerva... chegaram e
estacionamos o carro ali mesmo na rua da Runner, e seguimos a
pé para o Sambódromo, a esta hora todos já estavam
embriagados e felizes. Paramos pra tirar foto no meio da Braz
Leme, quando de súbito o Digão nos avisou se não nos
apressássemos perderíamos o desfile, e começamos a correr
em sentido ao Sambódromo.
Corremos por volta de uns 3km,
com fantasia, sapatilha e cerva na mão, mas enfim chegamos a
concentração encima da hora, mas deu tempo de colocarmos os
últimos apetrechos que faltava(ainda bem que a Adeni levou
pra gente), dar um alô pra todo pessoal, tomar mais algumas
brejas, ver minha prima de destaque e começar o desfile.
Na passarela em si foi muito
rápido, mas muito bacana, mágico!! A nossa ala foi uma
baderna total, a maioria estava bem doida, e nem se
preocupavam com a harmonia, eu, a medida do possível
preenchia os espaços vazios. Eu tb nem me preocupava, tirava
foto(sem flash, claro) do meio do desfile e de todo pessoal,
aliás as fotos ficaram bem legais!!
No final, quando chega a dispersão,
eu me perdi de todo mundo, só encontrei o Digão e o
Robertinho, aí falei que tinha que pegar minha prima no carro
alegórico, mas o segurança não queria deixar a gente ir pra
lá nem a pau, mas depois de uma insistida ele liberou. Nem
encontrei minha prima, mas vimos que era bem bacana ficar por
ali e resolvemos ficar.
Ali na dispersão pudemos ver
todo o final da Rosas, todo o desfile da Águia de Ouro e todo
da Gaviões; nesse tempo minha irmã me ligou que estava na
Tiradentes(???!!! - sentido oposto de casa) e perguntando bêbada
aonde eu estava, falei pra ela ir junto com o JJ pro carro,
nesse momento estava entrando a Gaviões e resolvemos assistir
só um pouquinho, só que esse pouquinho foi até o final do
desfile deles, aliás minha irmã ficou P em esperar a gente.
Nesse tempo na dispersão
tomamos várias cervejas, abordamos e ajudamos as destaques
lindas, tiramos fotos, fugimos dos seguranças(que as vezes
viam nos importunar, cantamos junto com os puxadores,
acompanhamos as baterias, etc... ou seja, foi bem legal estar
ali naquele cantinho o tempo todo com a bermudinha e a regata
vinho ridículas e de bracelete e pés de paetês vinho.
Resolvemos ir embora, pegamos
um táxi até o Mc da Braz Leme, enrolamos o motorista pra
pagar(o grau alcólico transformava tudo em risadas e
piadinhas), minha irmã xingou a gente pra xuxu, o Robertinho
foi embora e comemos vários lanche no Mc com direito a zoeira
e bagunça. Cheguei em casa as 6:30 da manhã muito cansado e
sujo, a fantasia por incrível que pareça chegou inteira.
*E onde estava o Zézinho nesse
tempo todo??!! Bom, a história foi a seguinte, quando
estávamos chegando na concentração, ele resolveu pegar um
"atalho"(bêbado totalis) e pulou uma muretinha
antes de chegar ao Anhembi, então ele chegou lá no início
da escola, e como não tinha pego os braceletes e pés, o
segurança o expulsou assim que ele chegou a nossa ala(eu nem
vi ele, mas meu primo disse que viu um cara ser expulso da
ala). Ele brigou com o segurança com o braço machucado,
perdeu a fantasia e voltou a pé para casa pela Marginal só
de bermuda e descalço - isso o que ele nos contou e o que
lembra, pois deve ter sido bem pior.
Caso 2: A viagem doida pro Rio de
Janeiro(21/fev/03)
Bom, tudo começou com um braço quebrado, 30 dias,
literalmente de molho em casa, uma vontade enorme de uma festinha e uma bagunça. Daí, minha amiga Juliana me conta que vai
ter uma festa a fantasia da turma dela de Medicina do RJ(já tinha ido em 3, nos anos
passados e foram muito boas), aí resolvi ir junto com o Digão(que estaria no RJ a trabalho
a semana toda), Wesley(o motorista oficial, pois não estou dirigindo), Hadu(que entrou de
férias) e Ju Cabeção...
Saímos as 19hs daqui de SP, já tomando uma cerveja geladinha pois o calor tinha sido
infernal dia todo, e assim o caminho foi, cerveja, paradas pra abastecer GNV e cerva e
banheiro. Chegamos no RJ por volta das 0:30 e fomos direto pra Barra(onde seria festa).
Trocamos de roupa(ou melhor de fantasia) num posto, compramos os drinks no Select e fomos
pra tal. Chegamos lá e os amigos da Ju fizeram muita festa com ela(afinal ninguém sabia que ela
iria). A galera já estava um bocada doidja, e resolvemos entrar na brincadeira tb, primeiro
foram cervejas, depois qdo estas já haviam acabado eu comecei a tomar vodka com alguma
coisa que não lembro mais. Mas o mais engraçado foi quando fui pegar uma cerveja e
encontrei um celular dentro do balde de gelo(??!!). A festa foi bem bacana!!
Dormimos todos na casa da Marta em Copacabana, daí levantamos cedo(meio-dia) pra ir
pra praia. Resolvemos ir pra Ipanema pois Copacabana não é muito legal, mas ficamos um
tempão rodando de carro atrás de algum lugar pra estacionar(não existe estacionamentos em
Ipanema, e qdo encontramos eles não estacionavam caminhonete). E detalhe, o tempo todo
estava eu e o Digão na caçamba, e teve uma hora que ficamos passando protetor - pq o sol
tava ardendo).
Finalmente encontramos um lugar pra estacionar, na rua. Compramos o Zona Azul(que lá
no RJ tem outro nome e vale o dia inteiro), deixamos todas as malas no carro, e, no caminho
pra praia vi um carro com vidro estourado, ainda bem que vi pois não tínhamos a noção do que
estávamos fazendo. Resolvemos ir embora pq ali não valia a pena, então fomos pra Barra pra
comer no Outbak e jogar no Gameworks...
Depois de momentos agradáveis no Outbak(comemos muito, regado a cerveja) e diversão
incomensurável no Gameworks(pela última vez na vida, pois este do RJ iria fechar na semana
seguinte - agora só na gringolândia), resolvemos ir embora pra MG, pois no dia seguinte
teria churras de aniversário do meu pai.
Bom, a viagem começou as 19:30 com direito a se perder no caminho de saída do RJ,
essa foi "goiabice" deles pois estava atrás da caminhonete e nem via o caminho. Bom,
pra variar, o Digão foi tomando cerveja, ele e o Hadu. Eles começaram a ficar chapis e começaram a
tumultuar na caminhonete com brincadeiras de empurra, etc, por mim sussu pois estava atrás,
mas o motorista Wesley começou a se estressar. Não satisfeito eles começaram com brincadeiras
com o revólver de plástico que encontramos jogado na
Gameworks.
Paramos pra abastecer num posto em Volta Redonda, o Digão sai capotando do carro e vai
direto urinar num muro no posto, o segurança enorme chega e avisa que tem banheiro lá, ele
nem liga, e o cara fica intimando ele. Abastecendo e o Digão começa a fumar, o cara avisa
que não pode, mas ele continua. Nós, com medo claro, pois os caras(agora já tinham chegado
outros mal encarados) estavam chegando cada vez mais perto, enfiamos o Digão no carro e
picamos a mula.
Depois disso eles deram uma acalmada, mas depois de um certo tempo não aguentava mais
ficar ali atrás e troquei com o Hadu, e mesmo assim o Digão não parava com as bobeiras,
depois disso entrei na onda e comecei a tomar junto com ele tb. Estrada péssima e tempo
ruim(neblina e frio), quando estávamos em Sta Rita do Sapucaí-MG, o Wesley me avisa:
"Ohhhh Betão, depois vc dah uma olhada no pedal do acelerador pois esta acelerando sozinho.
Caramba, tah acelerando muito!!"
"Pisa no freio, Wesley, no freio!!" digo eu desesperado pois uma curva enorme estava a
nossa frente.
O Wesley simplesmente desesperou e tirou do D e engatou uma ré a 60/80kmh, deu uma baita
freada, estouro, barulho, pneu cantando, cheiro de borracha queimada e motor muito acelerado.
Pensei que meu câmbio tinha ido pro espaço, o motor fundido, simplesmente desliguei o carro.
Fizemos umas verificações na parte da frente(não entendemos nada de mecânica), vi que tinha
estourado a saída do filtro de ar, o cabo do acelerados tava preso mas conseguimos liberá-lo,
mas liberamos o carro e estava tudo normal agora, com câmbio, aceleração e freios normais.
Então seguimos o caminho lentamente até Borda da Mata.
Chegamos em BM as 2 da manhã, fomos direto pra casa, tomamos banho, colocamos pijama e
fomos pro Cumpadi(a festa era do Pijama, poh!!). Bem bacana pois fizeram uma baita festa
com os doidos chegando as 3 da manhã, mas não foi nada demais, apenas bacana.
No dia seguinte teve churras do meu pai, com a casa lotada e ensaio da
banda pro carnaval. Chamei o guincho a noite pra levar meu carro de volta pra SP, o Wesley e Digão voltaram com
minha irmã, a Ju com o tio dela, e eu e o Hadu voltamos de táxi(pago pela seguradora) até
aqui em São Paulo. Que final de semana doidjo!!

Caso 1: A
noite que ganhamos no Bingo(9/jan/03)
Ontem eu,
o Alixandi, Guga e Gaio tivemos uma baita noite... primeiro
fomos no Piranha, onde seria a festa de um amigo nosso do prédio,
muita fila, desistimos de entrar... depois fomos ao Orra Meu,
onde muitos amigos estavam presentes, mas devido a fila
enorme, quantidade de bombadinhos na fila e calor interno
desistimos tb, voltando pro carro e passamos por um terreiro
de macumba(que o Jayme cagou de medo e saiu correndo), aí
resolvemos conhecer o Bingo Imperador(com fachada imponente
que lembra os grandes cassinos), combinamos que só seria uma
rodada... jogamos duas, já estávamos indo embora quando
decidimos jogar a saideira... o Jayme fala "estou na
boa", só falta o n°1... uma pedra e não é que aparece
o maldito(ou melhor, glorioso) 1, comecei a dar muita risada e
o Jayme grita Bin bin bin goooooooo!!!! Fizemos uma baita
festa, conseguimos parar o bingo... eu não acreditava, muito
menos o Jayme, conferiram e estava tudo certo... R$1500 pro
bolso do Alixandi...
Adivinhem
o que fizemos?? Pegamos a grana e fomos pra balada, entramos
na Mondo, que aliás é muito boa, com banda ao vivo estilo 70´s,
gente bonita, lugar bacana... Noite sem miséria e preocupação
pro Hadu, pra mim e pros dois outros amigos... Saímos da
bagunça as 5:30, paramos na padaria da Estados Unidos pra um
reforço e voltamos pra nossa casa... Que noite!!
*ps0.: Não tinha necessidade ficar pela boa na rodada de
R$3000(baita emoção!!)
*ps1.: Quem vai querer convite vip da Gorrrrda??
*ps2.: Demais balançar dinheiro ouvindo Zeca Pagodinha no
Corrrrsa...
*ps3.: Não tinha necessidade gastar R$310 na balada...
*ps4.: Menor necessidade ainda rasgar a nota de R$50 na
porta...
*ps5.: Aquele seu sanduba natural na padaria foi extremamente
gay, Hadu...

E-mail do
Jayme que resume esta história tb:
Boa
tarde, queridos amigos e amigas...!!!
Realmente ontem foi animal...!!! Eu e o Humberto íamos
pro Orra Meu com o Joakinsgroup.... Mas aí, um amigo nosso
que mora no Paraná e que já esta indo embora de novo pra lá
estava fazendo uma festa no Piranha, e como é muito difícil
a gente se encontrar, resolvemos ir com ele... Mas a fila
imensa fez com que decidíssemos ir ao encontro dos Jokamigos...
Porém, como o Humberto já disse, no Orra Meu também não
dava pra entrar....
Nisso, nós já tínhamos falado brincando em ir para o
Bingo... Tentamos novamente o Piranha, mas a fila não andou
nada...
Então, resolvemos conhecer o Imperador... Eu devo ter
falado umas 317 vezes pra gente ir embora daquele lugar, mas a
rapaziada insistiu em jogar uma rodada.... Bem, sentamos na
mesa de uma senhora que já devia ter gasto uns R$ 1.326,89...
Jogamos uma... Na segunda, no meio da rodada, eu analisei bem
a situação e disse: "Pessoal, prestem atenção...
Olhem onde nós estamos em plena quinta feira...!!! Vamu
embora desse lugar...!!!" E combinamos que aquela seria a
última de qualquer jeito... Nem sei por que, começamos a jogar a
terceira... Na hora que saiu o "1", eu não consegui
falar... Engasguei de verdade...!!! O Humberto também não
conseguia falar.... Só ficava rindo e mexendo muito os braços
em movimentos de Jaspion... Aí eu gritei "Bi... Bi....
BIIIIIINNNNGOOOOOOOOOOOO...!!!" E a gente começou a rir
demais... O Bingo inteiro parou e ficou rindo também... Foi
muito engraçado... Pareceu que a gente parou pra pegar
R$1.400,00 e ir embora... Não ficamos nem meia hora lá...
Aí decidimos que iríamos pra algum lugar animal e
gastar sem dó...!!! Ah se eu não tivesse jantado, viu... A
Gastronomia ia ser fantástica... Chegando na Mondo, a gente
pegou uma mesa e começamos a descer várias Absolut (em sua
homenagem MATUTA), Red e energéticos...!!! Várias doses...
Sem nenhuma miséria... Aí foi diversão até as 5:32...!!!
Vocês tinham que estar com a gente... A bagunça seria mais
legal ainda...!!!
Agora, que conversa é essa de lanche natural...???????
Xiiiiii.... Será que o pessoal me deu o Forget Drink e eu não
tava XABENDÚÚÚÚ...??? Vocês realmente fizeram falta
ontem.... Vamos marcar outra dessa.... Com direito a Bingo e
tudo o mais...!!!
Beijos e Abraços, Jayminho(o dono do Corky...)
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